Senadora chama Eduardo Bolsonaro de “moleque”, mas quer conter STF

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A Senadora por Mato Grosso, Margareth Buzetti (PSD), classificou o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) como “moleque”. Segundo ela, o ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) está usando tornozeleira eletrônica por conta das articulações nos Estados Unidos que resultaram no tarifaço de 50% sobre as exportações brasileiras e na suspensão dos vistos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e outras autoridade do país.

No entanto, Buzetti afirma que o Senado precisa agir para contar o ministro do STF Alexandre de Moraes, que impôs as cautelares contra Bolsonaro que restringem seu uso de redes sociais e, na prática, limitam suas entrevistas à imprensa. Neste sentido, sinaliza votar favorável ao impeachment de Moraes, que está sendo articulado por parlamentares da oposição.

“É um abuso que ele [Eduardo Bolsonaro] está fazendo lá nos Estados Unidos com o país e o pai dele. A culpa do Bolsonaro estar de tornozeleira é desse moleque”, declarou Buzetti à imprensa, nesta terça-feira (22), após solenidade de entrega de armamentos para Polícia Militar, realizada no Palácio Paiaguás.

Apesar de sinalizar voto favorável, Buzetti avalia que o avanço de um pedido de impeachment contra Moraes depende da vontade do presidente do Senado Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Caso contrário, acredita que servirá apenas para “jogar lenha na fogueira” sem efeito prático.

“O  presidente do Senado tem que  sinalizar que  quer esse impeachment. Senão, nós ficamos lá trabalhando, trabalhando, colocando lenha na fogueira e não adianta, não adianta. Isso depende do presidente do Senado. Enquanto ele não sinalizar que realmente está afim e eu acho necessário, sim, que se faça alguma coisa para conter o STF, que é um abuso que o STF está fazendo”, completou.

Entre as cautelares impostas contra o ex-presidente da República está a proibição de falar com Eduardo Bolsonaro. Além disso, para dificultar suas articulações, o STF determinou o bloqueio do Pix e das contas bancárias do parlamentar.

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