Vereador suspeito de agredir e torturar a companheira continuará recebendo salário mesmo afastado do cargo

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Mesmo sendo afastado e procurado pela polícia, o vereador Júnior Chaveiro (PL) vai continuar recebendo salário. A manutenção da remuneração foi determinada pela Mesa Diretora da Câmara Municipal de Barra do Bugres, mesmo após a destituição do cargo de presidente e o afastamento cautelar do mandato por suspeita de violência doméstica contra a companheira.

A decisão foi formalizada por meio de resolução aprovada pelo Legislativo municipal, que estabelece que o afastamento possui natureza preventiva e cautelar, não configurando punição antecipada. Com esse entendimento, a Mesa Diretora assegurou que o parlamentar seguirá recebendo seus vencimentos durante o período em que estiver afastado das funções .

A medida foi adotada após a Câmara aprovar, por 10 votos, a destituição de Júnior Chaveiro da presidência da Casa e o afastamento do mandato, em sessão extraordinária realizada na segunda-feira (20). A decisão foi motivada por denúncia de violência doméstica contra a companheira do vereador, que também é servidora do Legislativo municipal. Além do afastamento, ele foi proibido de frequentar a sede da Câmara.

O caso ganhou repercussão após a Procuradoria da Mulher da Câmara acionar a Polícia Civil com base no relato da vítima. Segundo a denúncia, ela teria sido agredida com golpes de chave de roda após o casal retornar de um show, na madrugada de domingo (19), apresentando lesões no pescoço e nas pernas. Antes disso, ainda conforme o registro policial, a vítima relatou um episódio ocorrido no sábado (18), quando teria sido amarrada durante as agressões dentro da residência do casal.

Diante da gravidade dos fatos e da existência de medida protetiva de urgência concedida pela Justiça, o afastamento foi justificado como forma de preservar a integridade física e psicológica da vítima, além de garantir a lisura das investigações e a regularidade dos trabalhos legislativos. A resolução também aponta a necessidade de resguardar a imagem institucional da Câmara.

Na residência do vereador, foi encontrada uma motocicleta oficial do Legislativo, fato que também passou a ser apurado pelas autoridades. A Polícia Civil investiga se Júnior Chaveiro contou com ajuda para deixar o local ou se fugiu sozinho após os episódios de violência. Até o momento, ele não foi localizado.

Antes mesmo da decisão formal da Câmara, a vereadora Professora Cleide (Republicanos) e a procuradora adjunta Marli, integrantes da Procuradoria da Mulher, já haviam solicitado ao presidente interino, Pepê Motorista (Republicanos), o afastamento imediato do parlamentar e a suspensão do mandato por 90 dias.

Além do afastamento já em vigor, a Câmara deve votar a abertura de uma Comissão Processante para apurar o caso. Para a instauração do procedimento, são necessários dois terços dos votos dos vereadores. Caso seja criada, a comissão poderá resultar na cassação definitiva do mandato.

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