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UBS sem alvará, com mofo e sem estrutura: relatório do CRO-MT expõe abandono

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O Conselho Regional de Odontologia de Mato Grosso (CRO-MT) realizou uma fiscalização nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Cuiabá e identificou diversas irregularidades estruturais e sanitárias, comprometendo a qualidade do atendimento odontológico oferecido à população.

O relatório detalhado, com mais de 400 páginas, foi entregue à secretária municipal de Saúde, Lúcia Helena Sampaio, pela presidente do CRO-MT, Wânia Dantas.

A vistoria foi realizada entre os dias 6 e 17 de janeiro e faz parte de um trabalho contínuo da atual gestão do Conselho. Segundo a presidente Wânia Dantas, a fiscalização busca identificar falhas e sugerir soluções para melhorar as condições de trabalho dos profissionais da odontologia e garantir um melhor atendimento à população.

Entre os problemas constatados, estão falta de alvarás sanitários e de funcionamento, ausência de extintores de incêndio, precariedade na infraestrutura, mofo, infiltrações, goteiras e falta de manutenção de equipamentos odontológicos. Algumas unidades também não possuem equipamentos essenciais, como máquinas de raio-X e bombas a vácuo operantes.

A presidente do CRO-MT destacou a necessidade urgente de reformas estruturais nas unidades e renegociação de dívidas com as empresas responsáveis pela manutenção de equipamentos odontológicos.

As unidades de saúde precisam de reformas para melhorias e adequações. Há locais com infiltração, mofo, teto comprometido e rachaduras que vêm aumentando com o tempo.

Além disso, equipamentos essenciais para os atendimentos estão inoperantes ou sem manutenção adequada.

Principais Irregularidades:

• Falta de Alvará de Funcionamento e Alvará Sanitário: Nenhuma das unidades apresentava documentação atualizada para 2025.
• Infraestrutura precária: Infiltrações, mofo, rachaduras, goteiras e deterioração de paredes.
• Equipamentos de segurança: Falta de extintores de incêndio e ausência de treinamento para os profissionais.
• Falta de manutenção de equipamentos odontológicos: Autoclaves, compressores, bombas a vácuo e cadeiras odontológicas sem manutenção preventiva.
• Consultórios odontológicos inadequados: Espaços reduzidos comprometendo a privacidade dos pacientes.
• Problemas sanitários: Salas de esterilização sendo usadas como depósitos, falta de controle na qualidade da água e ausência de registros de testes biológicos em autoclaves.
• Iluminação deficiente e ausência de torneiras com acionamento sem contato manual, comprometendo a assepsia.
• Diferenças no pagamento de insalubridade: Cirurgiões-dentistas recebendo 40% de adicional, enquanto auxiliares e técnicos de saúde bucal recebem apenas 20%, em desacordo com a NR-15

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