Começam nesta segunda-feira (19) os atendimentos do Hospital Central de Mato Grosso, considerado o maior hospital público de alta complexidade do Estado. Localizada na Avenida Desembargador Milton Figueiredo Ferreira Mendes, no Centro Político Administrativo, em Cuiabá, a unidade será administrada pelo Hospital Israelita Albert Einstein, referência nacional e internacional em gestão hospitalar.
A nova estrutura passa a atender pacientes de médio e alto risco, com uma ampla gama de especialidades, entre elas cirurgia geral, cirurgia do aparelho digestivo, cirurgia vascular, urologia, cirurgia pediátrica, ginecologia, mastologia, cirurgia plástica, neurocirurgia, cirurgia cardiovascular, ortopedia pediátrica, além de cardiologia, neurologia e pediatria.
Com 32 mil metros quadrados de área construída, o Hospital Central dispõe de 287 leitos, sendo 60 de UTI, 36 de Unidades de Cuidados Intermediários (UCI) e 191 de enfermaria. A capacidade operacional prevê, em média, a realização anual de 80 mil exames, 32 mil consultas médicas e 6,5 mil cirurgias, ampliando de forma significativa a rede pública de saúde em Mato Grosso.
Atendimento via SUS e regulação estadual
Os atendimentos serão realizados exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No entanto, o Hospital Central não funcionará como porta aberta. O acesso aos serviços dependerá de encaminhamento da Central de Regulação da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT).
Na prática, o paciente é atendido inicialmente em unidades como UBSs e UPAs e, caso haja necessidade de procedimentos mais complexos, é inserido no Sistema Nacional de Regulação (SISRE). Uma equipe técnica da SES avalia cada caso conforme critérios de gravidade e fila de espera, autorizando o encaminhamento ao Hospital Central.
O modelo busca organizar o fluxo de atendimentos, evitar superlotação e garantir que os recursos sejam direcionados aos casos de maior complexidade, promovendo eficiência e equidade no acesso à saúde pública.
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Investimento milionário e parceria inédita
O Hospital Central foi inaugurado oficialmente em 19 de dezembro de 2025, após um investimento total de aproximadamente R$ 541 milhões, sendo R$ 295 milhões em obras e R$ 246 milhões em equipamentos de alta tecnologia. Para a gestão da unidade, o Governo do Estado investe R$ 34,9 milhões mensais na contratação do Einstein.
Quatro décadas de espera
A abertura do Hospital Central encerra uma espera de 40 anos. A obra foi lançada originalmente em 1984, mas acabou paralisada em 1987, tornando-se um dos maiores símbolos de abandono de obras públicas em Mato Grosso.
Somente em 2019, a atual gestão estadual apresentou um novo projeto para a unidade, relançando o edital e retomando os trâmites licitatórios. O contrato para a conclusão das obras foi assinado em outubro de 2020, culminando na entrega definitiva do hospital no fim de 2025.
Com o início dos atendimentos, o Hospital Central passa a representar um marco histórico para a saúde pública mato-grossense, ampliando a capacidade de atendimento especializado e reduzindo a dependência de transferências para outros estados.