Justiça prorroga “blindagem” de grupo do agro que deve R$ 95 milhões em Nova Mutum

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O juiz da 1ª Vara Cível de Cuiabá, Marcio Aparecido Guedes, prorrogou por mais 180 dias o chamado “período de blindagem” do grupo Novo Paraíso, que atua no ramo do agronegócio, além dos setores de transportes e combustíveis. A organização move um processo de recuperação judicial acumulando dívidas de R$ 94,4 milhões.

No processo, o grupo Novo Paraíso, localizado em Nova Mutum (250 Km de Cuiabá), solicitou que seu “período de blindagem” – ou seja, a proteção do judiciário à empresas em recuperação, que ficam “livres” de cobranças na justiça dos débitos discutidos no processo -, fosse prorrogado.

O magistrado concordou com o pedido tendo em vista que a assembleia geral de credores, que pode definir o destino da organização, está próxima. “Neste delicado cenário procedimental, impõe-se salientar que a não prorrogação do período de stay justamente quando se avizinha a fase de deliberação sobre o plano de recuperação, representaria afronta grave à lógica estrutural e à própria funcionalidade do regime legal recuperacional. Tal omissão autorizaria, de forma prematura e disfuncional, a retomada de execuções individuais e de medidas constritivas patrimoniais isoladas, comprometendo severamente o ambiente de estabilidade jurídica necessário ao diálogo negocial entre devedora e credores”, analisou o juiz.

A organização em crise está envolvida na disputa de uma fazenda que era de sua propriedade mas que teria sido vendida – e mesmo assim colocada como um bem “essencial” para a sua recuperação, de acordo com informações do processo. Conforme os autos da recuperação judicial, os empresários do grupo Novo Paraíso colocaram a culpa em “fatores climáticos” para o acúmulo de dívidas.

“Asseveram que no ano de 2023, sobreveio o fenômeno climático ‘El Ninõ’, que resultou na falta de chuvas, afetando negativamente as safras de grãos, e com o aumento das temperaturas influenciando no desenvolvimento das plantas, que por consequência diminui a produtividade”, diz trecho do processo.

O plano de recuperação judicial já foi recebido pelo Poder Judiciário. O próximo passo no processo é a realização de uma assembleia de credores para discutir a proposta da organização para pagamento das dívidas.

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