Mato Grosso mantém a liderança nacional na aviação agrícola, com 803 aeronaves em operação, o equivalente a cerca de 28% de toda a frota brasileira. Os dados são do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag).
O Brasil encerrou 2025 com 2.866 aviões e helicópteros agrícolas tripulados, crescimento de 5,25% em relação ao ano anterior. Desde 2009, quando eram contabilizadas 1.498 unidades, a frota nacional avançou 91,3%.
Depois de Mato Grosso aparecem Rio Grande do Sul, com 398 aeronaves, São Paulo, com 328, e Goiás, com 320. Juntos, os quatro estados concentram quase dois terços da estrutura aeroagrícola do país.
Na divisão por regiões, o Centro-Oeste também ocupa a primeira posição, com 1.299 aeronaves, correspondentes a 45,3% do total nacional. O Sul possui 554 unidades, seguido pelo Sudeste, com 444; Nordeste, com 320; e Norte, com 249.
Custos e tecnologia
A expansão da atividade ocorre ao mesmo tempo em que o setor enfrenta desafios relacionados aos juros, câmbio, tributação e aos custos de aquisição e manutenção das aeronaves.
Segundo o levantamento, 51% da frota utilizada no país foi produzida no Brasil e 49% tem origem estrangeira. A dependência de aeronaves, motores, turbinas, peças e sistemas importados deixa parte das operações sujeita às oscilações do dólar e às mudanças no comércio internacional.
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As aeronaves agrícolas são utilizadas principalmente na aplicação de defensivos, fertilizantes, sementes e produtos biológicos. Também podem atuar no controle de vetores e no combate a incêndios florestais.
Um estudo econômico sobre a atividade estima que a aviação agrícola movimentou R$ 8,17 bilhões em serviços em 2024, com operações equivalentes a 136 milhões de hectares. O número considera diferentes aplicações realizadas sobre uma mesma área durante o ciclo das lavouras.
Setor debate segurança e qualificação
Os desafios e perspectivas da atividade estão entre os assuntos discutidos durante o Congresso da Aviação Agrícola do Brasil, realizado nesta semana em Goianápolis, em Goiás.
A programação reúne debates sobre custos operacionais, segurança de voo, novas tecnologias, inteligência artificial, qualificação profissional, reforma tributária, sustentabilidade e uso de drones no campo.
A projeção do setor indica que a frota brasileira poderá superar 3,4 mil aeronaves até 2028. A expansão, no entanto, dependerá de fatores como acesso a financiamento, custos de combustível e manutenção e disponibilidade de profissionais especializados.