A partir de julho de 2026, as empresas abertas no Brasil passarão a receber um novo modelo de Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ). A principal novidade é que o documento deixará de ser composto apenas por números e passará a adotar um formato alfanumérico, combinando letras e números.
A mudança foi definida pela Receita Federal por meio de uma instrução normativa publicada em outubro de 2024 e tem como objetivo ampliar a quantidade de combinações possíveis para emissão de novos CNPJs, evitando o esgotamento da atual sequência numérica.
Apesar da alteração, a Receita tranquiliza empresários: nenhum CNPJ já existente será modificado. Empresas em atividade, inclusive os Microempreendedores Individuais (MEIs), continuarão utilizando normalmente seus números atuais.
Como será o novo CNPJ?
O novo cadastro continuará tendo 14 caracteres, mas parte deles poderá ser formada por letras maiúsculas.
O modelo seguirá a estrutura:
AA.AAA.AAA/AAAA-DV
Em que:
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As oito primeiras posições identificam a empresa (raiz do CNPJ);
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As quatro seguintes representam o estabelecimento;
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Os dois últimos dígitos continuam sendo os verificadores (DV), calculados pelo módulo 11.
A diferença é que as primeiras posições poderão utilizar tanto números (0 a 9) quanto letras (A a Z), aumentando significativamente o número de combinações disponíveis.
O que muda para as empresas?
Na prática, quase nada.
O procedimento para abertura de empresas permanece o mesmo e não será necessário solicitar qualquer atualização cadastral para quem já possui CNPJ.
Segundo a Receita Federal, os sistemas públicos serão adaptados para reconhecer simultaneamente os dois formatos — o atual, composto apenas por números, e o novo modelo alfanumérico.
Da mesma forma, as chaves Pix vinculadas aos CNPJs existentes continuarão funcionando normalmente, sem necessidade de alteração por parte dos empresários.
Ferramenta para desenvolvedores
Para facilitar a adaptação de softwares e sistemas, a Receita Federal disponibilizou o Simulador Nacional de CNPJ, uma ferramenta gratuita voltada a empresas de tecnologia e desenvolvedores.
O ambiente permite gerar até mil CNPJs fictícios por usuário, validar se a numeração segue as novas regras e realizar testes sem utilizar dados reais.
Segundo o órgão, a iniciativa busca garantir uma transição tranquila e evitar problemas na integração entre sistemas públicos e privados quando o novo formato começar a ser utilizado.