O nome escolhido para o serviço faz referência à flor de lótus, conhecida pela capacidade de florescer mesmo em ambientes adversos. A simbologia representa a proposta da unidade, que busca oferecer proteção e condições para que mulheres em situação de violência possam reconstruir suas vidas.
De acordo com a secretária de Assistência Social, Daniela Marsola Stel, a permanência na Casa de Lótus é temporária, até que as mulheres possam ser encaminhadas para integrantes de sua família extensa. Esse conceito inclui não apenas pais e filhos, mas também avós, tios, primos e outras pessoas que mantenham vínculos de convivência e cuidado. O acesso ao serviço ocorre exclusivamente por encaminhamento judicial.
A unidade foi construída no mesmo espaço onde funcionava a antiga estrutura, destruída por um incêndio em março de 2023. O novo prédio possui aproximadamente 350 metros quadrados e recebeu investimento de cerca de R$ 1,5 milhão.
A estrutura conta com quatro dormitórios, banheiros, brinquedoteca, cozinha, lavanderia, sala de estar, espaço de convivência e sala destinada ao atendimento psicológico. A fiscalização da obra foi realizada pela Secretaria da Cidade (Semcid).
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Durante a entrega, Daniela ressaltou que as mulheres acolhidas não devem ser definidas pela violência que sofreram e classificou a Casa como uma oportunidade de recomeço. A primeira-dama e secretária da Mulher e da Família, Mara Fernandes, também destacou o caráter de reconstrução do espaço.
O prefeito Alei Fernandes afirmou que iniciativas desse tipo são importantes por atenderem diretamente pessoas que necessitam de proteção. A cerimônia reuniu ainda vereadores e representantes de instituições que integram a rede de enfrentamento à violência contra a mulher.
Enquanto a nova sede não estava concluída, o serviço de acolhimento para mulheres vítimas de violência e seus filhos continuou funcionando em um imóvel alugado.