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Vigilância identifica presença do Aedes aegypti em 43% das ovitrampas instaladas em Sorriso

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Ao todo, foram coletados 17.797 ovos durante a nova leitura das armadilhas, cujos resultados foram divulgados nesta segunda-feira (24). O Rota do Sol apresentou cinco pontos positivos, enquanto o Centro Sul registrou quatro. Já Green Park, Jardim América e Parque Universitário tiveram três armadilhas positivas cada. O Aedes aegypti é responsável pela transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya.

Apesar dos números ainda exigirem atenção, a Vigilância Ambiental destaca uma redução significativa em relação ao cenário registrado em março deste ano. Naquele período, 77% das 567 armadilhas apresentaram resultado positivo, com um total de 45.583 ovos coletados. Para a coordenadora da Vigilância Ambiental, Claudete Damasceno, a queda é resultado das ações realizadas no município e da participação da população.

Segundo Claudete, o objetivo é avançar ainda mais na redução dos índices. “Com várias ações e a participação popular conseguimos baixar esses números, estamos no caminho para diminuir ainda mais esse índice”, destacou.

Armadilhas estão sendo retiradas dos locais

Além do monitoramento, a Vigilância Ambiental chama a atenção para outro problema: o desaparecimento das ovitrampas instaladas nas residências. Recentemente, 15 recipientes precisaram ser substituídos porque foram retirados dos locais onde deveriam permanecer.

De acordo com Claudete, algumas pessoas estariam utilizando as armadilhas como vasos para plantas. Ela reforça que os recipientes têm uma finalidade específica e não devem ser utilizados como objetos decorativos.

“As armadilhas simplesmente sumiram, observamos que muitas pessoas estão usando como vasinho de plantas e voltamos a pedir que não façam isso: as armadilhas são específicas para a coleta de ovos do mosquito, elas não podem e não devem ser usadas como item decorativo”, alertou.

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O Município fez a reposição dos equipamentos para garantir a continuidade do monitoramento. No entanto, cada substituição representa um custo aos cofres públicos e pode comprometer a qualidade dos dados coletados.

“Quem perde com isso é a população, então quem aceitou receber a armadilha em casa, por favor cuide, não use de forma inadequada”, reforçou a coordenadora.

Monitoramento ajuda a direcionar ações

As ovitrampas são utilizadas como uma ferramenta de vigilância para identificar, de maneira antecipada, os locais onde há maior concentração de reprodução do Aedes aegypti. Com os resultados obtidos, as equipes conseguem definir com maior precisão quais regiões precisam receber ações de controle e orientação.

“As ovitrampas são essenciais para podermos identificar onde o mosquito está se reproduzindo com maior intensidade. A partir desses números, conseguimos direcionar melhor nossas equipes, intensificar as ações nos bairros mais críticos e orientar a população sobre a importância de eliminar qualquer foco de água parada”, explicou Claudete.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que o combate ao mosquito depende também da participação da comunidade. A recomendação é manter os quintais limpos, eliminar recipientes que possam acumular água, fazer o descarte correto de materiais e permitir o acesso dos agentes de combate às endemias aos imóveis.

Com a união entre monitoramento, ações das equipes e cuidados adotados pelos moradores, a expectativa é reduzir ainda mais os focos do mosquito e, consequentemente, os riscos de transmissão de dengue, zika e chikungunya no município.

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