Policiais civis de Sorriso, sob o comando do Delegado Dr. João Lucas Wanick, realizaram na tarde desta terça-feira (08) uma operação de busca e apreensão em uma tabacaria no bairro Flor do Cerrado. A ação visava coibir a venda ilegal de cigarros eletrônicos, prática que estava sendo monitorada de perto pelos investigadores.
De acordo com o Delegado Dr. João Lucas Wanick, a tabacaria apresentava um faturamento mensal bruto estimado em R$ 300 mil, com um lucro líquido de aproximadamente R$ 60 a R$ 80 mil somente em 2025, proveniente da comercialização dos produtos ilegais.
A investigação revelou um intenso movimento no local, incluindo o uso de motoboys para realizar cerca de 60 entregas diárias. Durante a operação, a Polícia Civil apreendeu aproximadamente R$ 650 mil em produtos, reforçando o combate ao comércio irregular de cigarros eletrônicos na região.

Proibição de cigarros eletrônicos
Os diretores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiram por unanimidade, em uma reunião em abril, manter a proibição da comercialização de cigarros eletrônicos, também conhecidos como vapes, no Brasil.
De acordo com a Associação Médica Brasileira, fumar um cigarro eletrônico no formato de pen drive pode ser equivalente a consumir 20 cigarros convencionais. Os riscos associados à nicotina e outras substâncias tóxicas são mascarados pelos aditivos, que criam diversos aromas e sabores. Muitas vezes, os danos causados ao organismo só são descobertos quando o usuário precisa de atendimento emergencial.
O que diz a legislação
A legislação brasileira proíbe a comercialização de cigarros eletrônicos desde 2009. A Anvisa emitiu uma Resolução da Diretoria Colegiada (RDC), que estabelece a proibição de dispositivos eletrônicos para fumar, incluindo os cigarros eletrônicos, em todo o território nacional. Essa medida foi adotada devido à falta de comprovação científica sobre a segurança desses produtos e os possíveis riscos à saúde.