Como vive a tribo isolada que um turista americano tentou contatar antes de ser preso

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Pouco se sabe sobre os habitantes da Ilha Sentinela do Norte, localizada no meio do Oceano Índico. Não se sabe que idioma eles falam, nem o número exato de indígenas que vivem isolados nesse local a 1.200 km da Índia continental.

O mistério que envolve essa pequena tribo levou vários curiosos a tentar se aproximar deles, algo que as organizações de povos indígenas descrevem como uma “nova e crescente ameaça” para a população local.

Especialmente depois do que aconteceu em 31 de março, quando Mykhailo Viktorovych Polyakov, um turista americano de 24 anos, desembarcou na ilha sem autorização.

Em mais uma tentativa de um visitante de conhecer membros dessa comunidade, Polyakov não apenas registrou parte de sua jornada, mas também deixou uma lata de refrigerante e um coco na praia.

Como a entrada é restrita – por uma lei de 1956 que busca proteger a integridade dos habitantes locais – as autoridades indígenas locais detiveram o jovem americano.

Antropólogos e ativistas indígenas expressaram preocupação com as tentativas de alguns indivíduos de entrar em contato com a tribo nos últimos anos. Eles acreditam que a tribo já deixou claro mais de uma vez seu desejo de não ter contato com pessoas de fora e exigem que isso seja respeitado.

A Survival International, uma organização de direitos indígenas, alegou que o americano colocou em risco sua própria vida e a da tribo com sua visita.

Ele também descreveu o fato como “profundamente perturbador” e alertou que os influenciadores representam uma “nova e crescente ameaça” para essas tribos.

Por sua vez, as autoridades dos EUA disseram que estão cientes do caso e que irão “monitorar de perto a situação”.

Essa tribo vive em uma pequena ilha chamada North Sentinel Island no arquipélago de Andaman e Nicobar, um grupo de ilhas a cerca de 1.200 km da Índia continental.

Nelas vivem cinco tribos consideradas “particularmente vulneráveis”. Entre elas estão os Jarawa e os Sentinelenses do Norte, que permanecem em grande parte isolados do resto do mundo.

O pouco que se sabe sobre eles é que migraram da África há cerca de 60.000 anos, são uma das poucas tribos de caçadores-coletores do mundo e habitam uma pequena área de selva.

Os especialistas estimam que entre 50 e 200 pessoas compõem a tribo, embora não se saiba o número exato. Sua cultura ainda não é conhecida, nem mesmo seu idioma, que é nitidamente diferente dos outros idiomas das ilhas próximas.

Eles também se distinguem pelo uso de arcos e flechas, ferramentas com as quais caçam e se defendem, e têm se mostrado hostis aos forasteiros.

O risco de visitas à tribo

 

Os habitantes dessa tribo viveram em isolamento quase total por dezenas de milhares de anos.

Isso significa que eles provavelmente não têm imunidade a doenças comuns, como gripe ou sarampo.

Por esse motivo, as visitas foram proibidas desde 1956 devido ao risco de a tribo ser contaminada por doenças de fora da comunidade.

Nesse sentido, a guarda costeira indiana mantém um olhar atento sobre a área ao redor da ilha para evitar que os curiosos se aproximem do local.

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