O presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeou na noite desta quarta-feira (30) o procurador federal Gilberto Waller Júnior para presidir o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Segundo o Palácio do Planalto, a escolha será publicada em edição extra do Diário Oficial da União ainda nesta quarta. Waller assume em meio à investigação da Polícia Federal e da CGU (Controladoria-Geral da União) sobre o esquema de desvio em benefícios de aposentados e pensionistas.
Gilberto Waller Júnior é corregedor da Procuradoria-Geral Federal, órgão ligado à AGU (Advocacia Geral da União). Ele é formado em ciências jurídicas e sociais e especialista em combate à corrupção e lavagem de dinheiro. Também já atuou como corregedor-geral (2001-2004) e subprocurador-geral do INSS (2007-2008).
O novo presidente do INSS entrou no poder público como procurador do INSS, em 1998. Na CGU, foi ouvidor-geral da União (2016-2019) e corregedor-geral da União (2019-2023).
A nomeação do novo presidente foi feita pela ministra substituta da Casa Civil, Miriam Belchior, por determinação de Lula. O titular da Casa Civil, Rui Costa, está em missão oficial na China.
Na semana passada, o então presidente do instituto, Alessandro Stefanutto, foi demitido, em meio à suspeita de envolvimento no esquema de fraudes.
Entenda
A operação da PF e da CGU foi deflagrada na última terça (22) e cumpriu 211 mandados judiciais, incluindo ordens de busca e apreensão, sequestro de bens, avaliados em mais de R$ 1 bilhão, e seis mandados de prisão temporária.
As investigações apuram um esquema nacional de cobranças indevidas em benefícios do INSS. De acordo com as apurações, aposentados e pensionistas foram alvo de descontos não autorizados de mensalidades associativas, aplicados diretamente sobre os valores de aposentadorias e pensões. O prejuízo estimado chega a R$ 6,3 bilhões, acumulados entre os anos de 2019 e 2024. Ao menos 11 entidades são suspeitas.