Mercado livre de energia, em que o consumidor escolhe o fornecedor para pagar menos na conta de luz

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O Brasil vem registrando a expansão do mercado em que o consumidor escolhe o fornecedor de energia. E consegue descontos na conta de luz.

O Aeroporto Internacional de Florianópolis não estava satisfeito com o preço da energia elétrica.

“O principal custo de um aeroporto é o custo de energia elétrica”, afirma Ricardo Gesse, CEO da Zurich Airport Brasil.

Então, migrou para o mercado livre de energia. Nele, o cliente pode escolher o fornecedor, buscar um preço melhor e definir o tipo de energia que quer consumir.

“Temos uma economia de 20% no custo total de energia elétrica. Um outro fator muito importante é a previsibilidade. Eu posso contratar essa energia por 5, 10 anos e não fico mais sujeito às bandeiras tarifárias. E depois a sustentabilidade, porque tenho a segurança de que estou comprando uma energia de baixa pegada de carbono,” diz Ricardo.

mercado livre de energia no Brasil já tem 30 anos, mas foi só em 2024 que ele avançou para valer. O número de migrações ao modelo cresceu 67% depois que a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) autorizou a adesão de todas as unidades consumidoras atendidas por média e alta tensão. É o chamado Grupo A, formado principalmente por indústrias e grandes comércios. Antes, isso só valia para estabelecimentos com consumo a partir de 500 kW – conta em torno de R$ 50 mil por mês.

“As principais vantagens de migrar para o mercado livre é o consumidor estar no centro do negócio. Hoje, o consumidor simplesmente paga uma conta que chega para ele e não tem nenhuma ingerência”, afirma Rodrigo Ferreira, presidente da Abraceel.

O Grupo B, de baixa tensão, continua na espera. São mais de 90 milhões de consumidores residenciais e donos de pequenos negócios que até podem conseguir descontos, mas de uma forma diferente.

“Em uma situação ideal é que você invista na sua própria placa solar. Mas a gente sabe que isso é caro. Hoje, a lei permite que você faça a portabilidade da sua conta de energia para empresas que investem em fazendas solares”, explica Ton Fortes, especialista em portabilidade energética.

É a chamada geração compartilhada. A energia produzida nas fazendas solares é injetada na rede da empresa distribuidora que chega à casa do consumidor. Como o custo da energia solar é menor, o cliente tem um desconto na fatura de 8% a 20%. O empresário Rafael Goedert economiza cerca de R$ 85 reais todo mês:

“Se ao final do ano eu calcular, eu ganhei uma fatura, como se eu ganhasse um décimo terceiro na minha fatura de energia”.

Agora, ele espera também poder acessar o mercado livre. O Ministério de Minas e Energia estuda enviar um projeto ao Congresso Nacional.

“Vou poder escolher de quem eu compro essa energia elétrica e, com certeza ,vou pagar ainda mais barato”, afirma o empresário Rafael Goedert.

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