A troca de elogios públicos entre os senadores Jayme Campos (União Brasil) e Wellington Fagundes (PL), durante evento em Várzea Grande, na sexta-feira (24), foi lida nos bastidores como o sinal mais claro de que os dois podem caminhar juntos nas eleições de 2026. O gesto ocorre no momento em que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teria orientado parte de sua base a priorizar o projeto do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) para o governo do Estado, enfraquecendo a pré-campanha de Wellington.
Diante desse movimento, Jayme aproveitou a ocasião para defender o colega e atacar o tratamento que ele vem recebendo dentro do próprio PL. “O senador Wellington Fagundes está sendo traído, e sabemos que isso é de forma política, nefasta e rasteira”, afirmou Jayme, em referência às articulações internas que buscam isolá-lo do processo.
Jayme subiu o tom e classificou o episódio como exemplo de um método político que ele rejeita. “Política se faz com respeito, com lealdade aos amigos, com compromisso com o Estado. O que estão fazendo com Wellington é um ataque à sua trajetória.”
Wellington respondeu em público, reconhecendo a aproximação e deixando aberta a possibilidade de aliança.
“Portanto Jayme, se você decidir ser o que quiser, você tem o respeito de todos nós. E vamos juntos. A Deus pertence.”
Jayme busca se posicionar como alternativa dentro do próprio União Brasil, onde uma ala trabalha para consolidar a candidatura de Pivetta com apoio de Mauro Mendes. Wellington, por sua vez, tenta reduzir o impacto da perda de espaço no PL após o movimento pró-Pivetta no núcleo bolsonarista.
O senador do União Brasil fez questão de destacar que o encontro contou com representantes de vários partidos e prefeitos, reforçando sua postura de articulação. “Estamos trabalhando por uma política ampla, que não exclui ninguém. Mato Grosso precisa de união, não de divisão.”