Clima
--°C
Sorriso, MT

TJ mantém padre condenado proibido de trabalhar fora do presídio em MT

Receba todas as notícias do CN News MT no seu WhatsApp.
Entre em nosso grupo e fique bem informado.

O desembargador do  Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Ricardo Gomes de Almeida, negou, nesta semana, mais um pedido para que o padre Nelson Koch, condenado a 48 anos de prisão por estuprar três coroinhas, volte a trabalhar fora da Penitenciária Osvaldo Florentino Leite Ferreira (Ferrugem), em Sinop (500 km de Cuiabá). Ele cumpre pena em regime fechado.

O habeas corpus foi apresentado pelo advogado Carlos Alberto Koch, que alegou suposta ilegalidade na decisão da Vara de Execução Penal, que suspendeu o trabalho externo do religioso enquanto aguarda julgamento de recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segundo a defesa, o padre atuava há mais de um ano em uma empresa de pré-moldados, com tornozeleira eletrônica, e “sem qualquer intercorrência negativa”.

Ao CN NEWS MT, o advogado afirmou ainda que interromper o trabalho causa prejuízo à remição de pena e ao processo de ressocialização do condenado. Mas o desembargador Ricardo Gomes de Almeida rejeitou o pedido liminar por entender que não há urgência ou ilegalidade na determinação do juízo de execução.

Ele destacou que ainda não há suspensão da decisão tomada pelo STJ, responsável por revogar a autorização de trabalho. “Enquanto não atribuído efeito suspensivo ao recurso agravo interno interposto no âmbito do STJ, a decisão monocrática mantém sua força executiva”, traz decisão.

Para ele, qualquer tentativa de mudar isso deve ser dirigida à própria Corte Superior. “Mostra-se vedado a esta instância inferior adotar providências que contrariem tal determinação, como seria a concessão de benefício de trabalho externo (‘extramuros’)”, citou.

O desembargador reforçou que o TJ não pode descumprir o que já foi decidido pelo tribunal superior, “sob pena de subversão à lógica hierárquica do sistema recursal”. No despacho, o magistrado também determinou que a Vara de Sorriso envie informações detalhadas sobre o caso no prazo de cinco dias, antes que o mérito do habeas corpus seja julgado pela Terceira Câmara Criminal do TJMT.

FIQUE ATUALIZADO COM NOTÍCIAS EM TEMPO REAL:  GRUPO DO WHATSAPPINSTAGRAM DO CN NEWS MT

Em julho deste ano, o ministro Ribeiro Dantas derrubou o benefício concedido ao padre. Ele apontou que o entendimento do TJMT não tem respaldo na legislaçãoao flexibilizar a exigência de cumprimento de 1/6 da pena para autorizar trabalho externo a condenados em regime fechado.

“Dessa forma, não cabe a flexibilização do cumprimento da fração da pena, como procedido na origem. Ante o exposto, dou provimento ao recurso especial para reformar o acórdão recorrido e restaurar a decisão monocrática”, destacou o ministro ao confirmar o retorno do religioso ao regime fechado integral.

O CASO

Nelson Koch foi condenado por abusar sexualmente de três adolescentes que atuavam como coroinhas na paróquia onde era pároco. Os crimes chocaram o município de Sorriso (420 km de Cuiabá). O padre segue cumprindo pena sem previsão de liberação para atividades externas até que o STJ conclua o julgamento definitivo.

PUBLICIDADE

Em Destaque

PUBLICIDADE

Leia mais