Sindicato expulsa jornalista que agrediu vereador em MT

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A Comissão de Ética do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (SINDJOR-MT) aplicou a penalidade máxima prevista no âmbito sindical ao jornalista Daniel José da Silveira, após julgamento do Processo Ético-Disciplinar 0003/2025-CE/SINDJOR-MT. O caso ganhou repercussão após o vereador e advogado Marcos Vinícius Borges (PSDB) denunciar publicamente, na tribuna da Câmara de Sinop, uma tentativa de suborno por parte do jornalista envolvendo oferecimento de vantagens em troca de apoio político.

Segundo informações apuradas, o vereador Dr Marcos Vinícius recebeu uma suposta oferta de benefícios como cargos e cashback em troca de um voto em nome do prefeito Roberto Dorner (PL). O vereador, no entanto, recusou a proposta, gravou o áudio da conversa e posteriormente levou o conteúdo à tribuna da Câmara Municipal de Sinop, onde expôs publicamente o caso durante um discurso contundente contra a corrupção e contra práticas de negociação política envolvendo vantagens pessoais.

Conforme consta na decisão da Comissão de Ética, a agressão física teria ocorrido justamente após a exposição pública do áudio realizada pelo vereador durante a 33ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Sinop, em 6 de outubro de 2025. Segundo o procedimento disciplinar, o jornalista teria agredido o parlamentar pelas costas utilizando um objeto metálico logo após a denúncia apresentada em plenário.

O episódio rapidamente repercutiu na imprensa e serviu como provas para o processo disciplinar, que reúne registros em vídeo, boletim de ocorrência, laudo de exame de corpo de delito e reportagens sobre o caso.

A sanção aplicada pelo SINDJOR-MT prevê o impedimento definitivo de filiação sindical do profissional, considerada a punição máxima no âmbito da entidade. A Comissão também determinou o encaminhamento do caso ao Ministério Público de Mato Grosso, com fundamento no artigo 16 do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, diante da possibilidade de configuração de crime.

Além do episódio ocorrido na Câmara, pessoas próximas ao caso apontam que, após o vereador denunciar os supostos oferecimentos ilegais, o jornalista passou a realizar recorrentes ataques ao parlamentar por meio de publicações em seu site e em redes ligadas ao veículo de comunicação. Segundo relatos, os espaços teriam sido utilizados de forma frequente para ofensas e perseguições direcionadas ao vereador, evidenciando o agravamento da relação entre ambos após a denúncia tornada pública na tribuna da Câmara.

O prefeito de Sinop, Roberto Dorner (PL), também se manifestou repudiando o ato envolvendo o jornalista e afirmou não possuir qualquer vínculo com o profissional. O chefe do Executivo municipal ainda declarou que também já manteve divergências públicas com o jornalista punido pela entidade sindical.

Na decisão, a Comissão destacou que a análise teve como foco exclusivamente a conduta ética e profissional atribuída ao jornalista, reforçando que o exercício do jornalismo deve permanecer restrito ao debate de ideias e à informação, sem qualquer forma de violência.

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