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Dívidas de cartão têm desconto de até 90% em programa; 17 mil acordos em MT

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O cartão de crédito está entre as principais modalidades de dívida renegociadas por clientes do Banco do Brasil em Mato Grosso por meio do Desenrola Brasil. Desde o início da nova etapa do programa, mais de 17 mil acordos, no geral, firmados no estado, somando quase R$ 500 milhões em débitos renegociados.

 

Além das negociações realizadas pelo programa federal, a instituição também fechou cerca de 27 mil acordos em condições próprias de renegociação, que movimentaram aproximadamente R$ 230 milhões. As condições especiais seguem disponíveis até o próximo dia 3 de agosto.

 

Segundo a superintendente do Banco do Brasil em Mato Grosso, Wanda Ribeiro, o Desenrola contempla principalmente dívidas de cartão de crédito, cheque especial e Crédito Direto ao Consumidor (CDC), contraídas até 31 de janeiro de 2026. Ela explicou que os descontos variam conforme as características da dívida e podem chegar a 90%.

 

“O foco do Desenrola é para cartão de crédito, cheque especial e CDC. Além disso, o banco também possui outras linhas acessíveis para clientes que precisam renegociar débitos. Nem todas as operações terão o desconto máximo. Na grande maioria das vezes, o percentual concedido depende do tempo de atraso da dívida”.

 

De acordo com o superintendente nacional do Banco do Brasil, Thiago Montero, o programa foi criado para permitir que famílias endividadas recuperem a capacidade financeira e voltem a acessar crédito.

 

“O programa busca o reequilíbrio financeiro das famílias brasileiras. Hoje, ele atende famílias com renda de até cinco salários mínimos, permitindo parcelamento em até 48 meses e descontos que podem chegar a 90%”, afirmou.

 

O banco orienta que os interessados procurem uma agência ou utilizem apenas os canais oficiais para aderir ao programa. A instituição reforça que não realiza ligações oferecendo renegociações e alerta para golpes praticados por criminosos que utilizam o nome do Desenrola para abordar clientes.

 

Em Mato Grosso, as agências funcionam das 11h às 16h na capital e das 10h às 15h nos municípios do interior. Segundo o banco, as equipes também estão aptas a orientar clientes sobre educação financeira e outras alternativas de crédito após a regularização das pendências.

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O programa 

Criado pelo governo federal para reduzir o endividamento das famílias, o Desenrola Brasil permite a renegociação de dívidas em atraso entre 90 dias e dois anos, contratadas até 31 de janeiro de 2026, em modalidades como cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.

 

O programa atende pessoas com renda de até cinco salários mínimos e oferece descontos entre 30% e 90%, parcelamento em até 48 meses e possibilidade de pagamento da primeira parcela em até 35 dias após a contratação. Em Mato Grosso, a iniciativa já renegociou mais de R$ 483 milhões em dívidas, distribuídos em cerca de 17 mil acordos com pessoas físicas, além de operações voltadas a produtores rurais, estudantes com financiamento do Fies e empresas.

 

Inadimplência 

No mês de junho, o índice de inadimplência dos consumidores de Mato Grosso apresentou crescimento de 7,61% em comparação com o mesmo período de 2025. Os dados do SPC Brasil apontam no estado 48,34%, ou seja, quase metade da população adulta, acumula restrições de crédito e dívidas de alto valor.

 

Na capital, os dados não são diferentes. Cuiabá registrou 258 mil consumidores com restrições de crédito no mês de junho deste ano, o que corresponde a 48% da população adulta.

 

52,04% dos inadimplentes em Cuiabá são homens e 47,66% mulheres, com idade média de 45,4 anos. A faixa etária de 30 a 39 anos é a mais representativa, respondendo por 25,45% dos casos, seguida pelos grupos de 40 a 49 anos (23,62%) e de 50 a 64 anos (21,66%).

 

Cada consumidor com restrição de crédito na capital deve, em média, R$ 6.577,36, somando-se todos os débitos em aberto. O tempo médio de atraso das dívidas é de 29,3 meses e mais de um terço das dívidas (34,4%) está em atraso entre um e três anos, e 22,73% ultrapassam de quatro a cinco anos sem quitação.

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