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Hugo Garcia nega irregularidades em gestão de instituto e cita disputa interna

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O candidato a deputado estadual Hugo Henrique Garcia (PSDB), alvo da Operação Mandato Espúrio, negou ter cometido qualquer irregularidade na gestão do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), do qual foi presidente. Em nota à imprensa divulgada nesta quarta-feira (26), ele afirmou que apenas autorizava pagamentos a prestadores de serviços regularmente contratados pela entidade e sustentou que nenhuma das transferências investigadas teve ele como destinatário.

 

Segundo Hugo, os pagamentos foram realizados com respaldo em contratos e documentação fiscal. Ele afirma ainda que os serviços contratados foram efetivamente prestados e que, portanto, não houve ilicitude nas ordens de pagamento.

 

A Operação Mandato Espúrio foi deflagrada nesta terça-feira (25) pela Polícia Civil para apurar supostas irregularidades na gestão do IMAFIR-MT. A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica relacionados a movimentações financeiras superiores a R$ 1 milhão.

 

Entre as transações investigadas está uma transferência de aproximadamente R$ 774 mil, que teria sido destinada a uma conta pessoal e a uma empresa ligada ao então diretor executivo do instituto. Outra movimentação, de R$ 270 mil, teria como destino um escritório de advocacia.

 

Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão dos acessos dos investigados às contas do IMAFIR-MT, que é tratado como vítima no procedimento e colabora com as investigações.

 

Durante as buscas na residência de Hugo, os policiais apreenderam quatro relógios Rolex. Considerando os valores estimados para os modelos encontrados, os bens são avaliados em aproximadamente R$ 700 mil. Também foram apreendidos uma arma, munições, celulares e computadores.

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Na nota, Hugo ressaltou ainda que o IMAFIR é uma associação de direito privado mantida com recursos privados e afirmou que sua atuação, enquanto presidente, se restringia à autorização dos pagamentos previstos nos contratos firmados pela entidade.

 

“Como se extrai da própria investigação, nenhuma das transferências apuradas teve Hugo como destinatário, ao contrário do indevidamente divulgado na imprensa”, afirmou.

 

O candidato também classificou o episódio como parte de uma disputa interna pela representação legal do instituto. Segundo ele, a questão teria natureza cível e estaria sendo levada indevidamente para a esfera criminal por adversários.

 

“Ao que tudo indica, os adversários de Hugo se valem indevidamente da seara criminal para resolver questão que deveria ser dirimida no âmbito cível”, diz outro trecho da nota.

 

Hugo afirmou ainda que confia na atuação das autoridades e que irá colaborar com as investigações para o esclarecimento dos fatos. Ele disse acreditar que a apuração irá confirmar a regularidade de sua conduta.

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