A Polícia Civil cumpriu, um mandado de prisão preventiva contra um homem investigado por crimes de violência sexual contra duas vítimas. Segundo a delegada responsável pelo caso, os abusos teriam ocorrido durante vários anos, quando as vítimas ainda eram crianças.
De acordo com a delegada, a investigação teve início após uma das vítimas conseguir relatar os abusos a uma pessoa de confiança. Ela já vinha enfrentando intenso sofrimento psicológico e, depois da revelação, a Polícia Civil foi procurada e iniciou as diligências.
“Recebemos a denúncia relatando a prática do crime. Foi uma violência sexual que ocorreu por vários anos. Quando ela conseguiu relatar os fatos, acabou tomando conhecimento de que a irmã também tinha sido vítima”, explicou.
Diante da gravidade das informações, a Polícia Civil deu prioridade ao caso. A delegada informou que representou pela prisão preventiva do investigado na sexta-feira e, no sábado, após a expedição da ordem judicial, as equipes conseguiram efetuar a prisão.
O suspeito não possuía vínculo de parentesco com as vítimas, mas era uma pessoa próxima à família e, conforme a investigação, teria se aproveitado dessa proximidade e da condição de vulnerabilidade das crianças para praticar os abusos.
Segundo a delegada, o investigado também utilizava estratégias para se aproximar das vítimas, como oferecer presentes. Atualmente, uma delas já atingiu a maioridade, mas os fatos investigados teriam ocorrido enquanto ambas ainda eram crianças.
Mudanças de comportamento podem servir de alerta
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A delegada ressaltou que, em muitos casos de violência sexual contra crianças e adolescentes, os familiares somente descobrem os abusos depois de um longo período. Na ocorrência investigada, segundo ela, a família tomou conhecimento praticamente ao mesmo tempo em que a polícia passou a atuar.
Por isso, a orientação é para que familiares, professores e demais pessoas que convivem com crianças e adolescentes estejam atentos a mudanças repentinas de comportamento, que podem indicar que algo está acontecendo.
A Polícia Civil mantém contato com a rede de proteção e reforça, especialmente junto às escolas, a necessidade de observar alterações comportamentais. A delegada destacou ainda a utilização das fichas de comunicação, que permitem o encaminhamento de informações para que situações suspeitas possam ser verificadas.
“A gente sempre pede para que os professores e aqueles que estão mais próximos e convivem rotineiramente com essas crianças observem essa mudança comportamental. Temos as fichas de comunicação, que são um canal direto entre escola e polícia, para que seja relatada qualquer mudança e a gente consiga apurar o mais rápido possível e tirar essa criança da situação de violência”, destacou.
O homem preso foi colocado à disposição da Justiça, enquanto as investigações prosseguem.
Palavras-chave: Polícia Civil; estupro de vulnerável; violência sexual; crianças e adolescentes; prisão preventiva; abuso sexual; rede de proteção; Sorriso.