O homem de 37 anos suspeito de atirar contra um empresário do setor hoteleiro, de 51 anos, apresentou-se à Polícia Civil e prestou depoimento sobre o caso. Durante a apresentação, ele também entregou aos investigadores a arma que teria sido utilizada nos disparos.
A tentativa de homicídio ocorreu no domingo, após a apuração dos votos, na avenida Blumenau, nas proximidades do Jardim dos Ipês. Segundo as informações levantadas inicialmente pela polícia, a situação teria começado após uma discussão envolvendo mulheres que estavam com os dois homens.
De acordo com o delegado, imagens obtidas durante a investigação ajudaram a esclarecer parte da dinâmica da ocorrência e, inicialmente, são compatíveis com a versão apresentada pelo suspeito.
“Cada um estava com um grupo, a vítima se aproxima desse grupo, do autor, e eles começam a conversar. Por algum motivo, detalhado no depoimento do agente, a mulher da vítima entra em vias de fato, em luta corporal com a mulher do autor”, explicou.
Ainda conforme o delegado, o suspeito teria tentado separar a briga entre as mulheres e acabou entrando em luta corporal com o empresário.
Após a primeira confusão, a vítima teria deixado o local em uma motocicleta, mas retornado posteriormente. Segundo o relato apresentado pelo investigado à polícia, nesse momento teriam ocorrido novas provocações e ameaças.
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“Pela narrativa do autor dos fatos, ele passou a ser ameaçado por essa pessoa. Nós vemos na imagem que o rapaz que foi baleado vai embora com a moto” e depois “volta, profere alguns impropérios contra o autor dos disparos e, segundo o mesmo autor, houve ameaças”, relatou Brambilla.
Na sequência, conforme a investigação, o suspeito teria ido até o veículo, pegado uma pistola e efetuado os disparos que atingiram o empresário. A vítima foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada para atendimento médico. Conforme informações preliminares mencionadas pelo delegado, o empresário não correria risco de morte.
O suspeito não permaneceu preso. Segundo Brambilla, a decisão considerou o fato de ele não possuir antecedentes criminais e ter colaborado com a investigação. “Por se tratar de pessoa que não tem antecedentes criminais e contribuiu com a investigação, nós não entendemos a necessidade de lavrar auto de prisão em flagrante”, afirmou.
A Polícia Civil ainda trabalha para esclarecer completamente as circunstâncias da ocorrência. Entre as próximas etapas estão o depoimento da vítima, a análise do prontuário médico, a busca por novas imagens e a oitiva de outras testemunhas.
“Precisamos ouvir a vítima, pegar prontuário médico, mais imagens, ouvir mais testemunhas”, destacou o delegado. A investigação também deverá apurar se houve provocação anterior ao momento dos disparos e qual foi a participação de cada envolvido na confusão.