Empresas e redes sociais terão que remover anúncios de cigarros eletrônicos

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As plataformas digitais mais populares do país, como YouTube, Instagram, TikTok, Enjoei e Mercado Livre, estão na mira das autoridades e têm até esta quinta-feira (2) para remover conteúdos que promovem ou vendam cigarros eletrônicos, produtos cuja comercialização é proibida no Brasil.

A notificação, com prazo de 48 horas para cumprimento contado a partir desta terça-feira (29), foi feita pelo Conselho Nacional de Combate à Pirataria (CNCP), órgão ligado à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon).

O alerta do CNCP veio após a identificação de 1.822 páginas e anúncios ilegais nas redes. O Instagram lidera disparado o ranking, reunindo 88,5% das ocorrências.

YouTube e Mercado Livre aparecem na sequência, com 6,6% e 2,4% respectivamente, enquanto TikTok e Enjoei registraram menos casos, mas também foram notificados.

Mesmo com a proibição em vigor desde 2009, reforçada por norma recente da Anvisa em 2024, o mercado digital continua sendo vitrine para esses produtos, em sua maioria direcionados ao público jovem.

Os conteúdos são impulsionados por vendedores e influenciadores que somam juntos quase 1,5 milhão de seguidores, o que amplia significativamente o alcance dessas propagandas.

Além da remoção dos anúncios já identificados, as plataformas foram orientadas a reforçar seus sistemas de controle para evitar novas publicações do tipo.

A medida faz parte de um esforço maior de combate à pirataria digital e à venda de produtos ilegais, que está sendo intensificado ao longo de 2025.

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