As gravações divulgadas mostram episódios registrados nos dias que antecederam o crime. Em diferentes momentos, Daniel e Gleici aparecem discutindo. Segundo o advogado, parte dos desentendimentos estaria relacionada a questões financeiras.
Em uma das gravações, Daniel aparece alterado enquanto fala sobre gastos realizados na residência. Em outro momento, uma irmã dele tenta acalmá-lo durante uma discussão.
O material divulgado também inclui uma mensagem que teria sido enviada pela cunhada de Gleici. Nela, a mulher pede que Gleici esconda as facas da residência após afirmar que estava com uma sensação ruim.
Para o assistente de acusação, o conteúdo reforça a tese de que havia sinais anteriores de que algo grave poderia acontecer. A interpretação ainda faz parte da argumentação apresentada pela acusação no processo.
Câmera registrou movimentação no dia do crime
As imagens do dia do assassinato mostram Daniel andando por diferentes cômodos da casa antes do ataque.
Em determinado momento, ele entra na cozinha, pega uma faca e segue em direção ao quarto onde Gleici estava. Segundo laudo pericial citado no processo, Gleici foi atingida por cerca de 16 golpes de faca enquanto dormia. Depois do ataque, as câmeras mostram Daniel retornando para outras áreas da residência com marcas de sangue nos braços e nas mãos.
Na sequência, ele teria atacado também a filha do casal. Durante a ação, a criança chega a chamar pelo pai.
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Pouco depois, uma irmã de Daniel aparece na residência e pede que a criança seja socorrida. As gravações ainda mostram Daniel limpando pontos da casa onde havia sangue após a menina ser retirada do imóvel.
Laudo apontou inimputabilidade
Durante o andamento do processo, Daniel foi submetido a exame de insanidade mental.
Segundo laudo produzido pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), ele foi considerado inimputável, ou seja, sem capacidade de responder criminalmente nos mesmos termos de uma pessoa considerada plenamente imputável.
Conforme as informações apresentadas no processo, a conclusão pericial estaria relacionada ao quadro de saúde mental apresentado pelo acusado.
Atualmente, Daniel está internado em uma clínica particular. Segundo o assistente de acusação, o tratamento é custeado pelo Estado e já teria ultrapassado R$ 200 mil.
Ao divulgar as imagens, o advogado criticou a situação e afirmou que pretende questionar as condições em que Daniel permanece internado.