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Empresários receberam de formandos até 1 dia antes de golpe em MT

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A Polícia Civil estima que o casal de empresários Márcio Júnior Alves do Nascimento e Eliza Severino Da Silva, responsáveis pela empresa Imagem Serviços de Eventos, que cancelou diversas festas de formatura em Mato Grosso, fizeram mais de mil vítimas, segundo o delegado responsável pelo caso, Rogério da Silva Ferreira. Nesta terça-feira (20), Márcio e Eliza foram alvos de uma operação da Delegacia Especializada de Estelionato e Outras Fraudes de Cuiabá.

Eles não foram localizados e agora são considerados foragidos da Justiça. Até a publicação desta reportagem, 250 boletins de ocorrência foram registrados, segundo a Polícia Civil.

Em alguns deles, há relatos de mais de uma vítima, com casos que reúnem até 20 estudantes em um único boletim. Ainda de acordo com o delegado, os empresários teriam planejado o golpe com antecedência, pois já sabia que a empresa seria fechada, mas precisava arrecadar dinheiro para deixar o estado.

Um dia antes do encerramento das atividades, chegaram a fechar contratos, mesmo cientes de que a empresa estava prestes a encerrar as operações. “As investigações apontam que, uma vez cientes que as empresas seriam fechadas no começo de 2025, eles planejaram com antecedência e esse planejamento visou obter um maior valor possível em prejuízo das vítimas”, disse.

Os suspeitos são investigados por crime contra o patrimônio, crime contra as relações de consumo e associação criminosa, com penas que podem chegar aos 13 anos de prisão e multa.

O que disseram os estudantes

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Em fevereiro deste ano, o g1 conversou com diversos estudantes que efetuaram denúncias contra a empresa. A estudante de medicina pela Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat) de Cáceres, Alana Gosch, disse que somente a turma dela sofreu um prejuízo de R$ 307 mil, fora os gastos pessoais de cada aluno

Já a estudante de odontologia Eduarda Santana, de 21 anos, que estuda em uma universidade particular de Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, disse que ela e a irmã investiram cerca de R$ 46 mil.

“Estamos todos arrasados com a notícia [do cancelamento da festa], porque fomos pegos de surpresa, não só na parte financeira, mas também no emocional. Fomos atrás de vestido, marcamos maquiagem, fizemos lembrancinhas. Foram 4 anos de espera pra acontecer isso 15 dias antes da festa”, disse.

Além dos alunos, alguns funcionários do estabelecimento informaram que não receberam os salários referente aos meses de dezembro e janeiro.

O fotógrafo Guilherme Firmino relatou em entrevista ao g1 que foi informado pelo advogado da empresa de que as contas do estabelecimento haviam sido bloqueadas e por isso os salários não poderiam ser pagos, mas que, em breve, alguém entraria em contato para ressarcir os valores.

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