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Após apoio ‘vazado’ a Pivetta, Ananias diz que desconhece porta-voz de Bolsonaro

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O presidente do Partido Liberal (PL) em Mato Grosso, Ananias Filho, afirmou, em entrevista nesta quinta-feira (23), não saber dizer com exatidão quem é o porta-voz oficial do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas conversas com o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto. Por ordem judicial, o ex-mandatário está proibido de receber visitas, exceto nos casos autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A declaração ocorre após a divulgação da notícia de que Bolsonaro declarou apoio ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) para o governo do estado em 2026. Pivetta é o candidato do governador Mauro Mendes (União Brasil), e não a Wellington Fagundes (PL), que é o pré-candidato oficial do PL ao Palácio Paiaguás.

“Eu não posso falar para você, sinceramente, eu não sei. Quem é o oficial, porta-vozes das demandas”, disse Ananias Filho, quando questionado sobre quem representa o ex-presidente nas tratativas com a executiva nacional do PL.

Já quando perguntado qual seria a decisão de Valdemar, disse: “Essa pergunta aí eu não posso falar porque é subjetivo o que ele quer. Ele quer que o partido fique cada vez mais forte. Isso é determinante para ele, o partido cada vez mais forte”.

Por ordem judicial, o ex-mandatário está proibido de receber visitas, exceto nos casos autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Nesta quarta-feira (22), Moraes negou um pedido de Valdemar Costa Neto para visitar Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar – os dois já ficaram sem se comunicar por cerca de um ano, também por determinação da Justiça. 

Em sua decisão, Moraes manteve a proibição, entendendo que o dirigente partidário ficou vetado de visitar o ex-presidente após a Primeira Turma do STF reabrir a investigação sobre a suposta trama golpista que envolve o líder do PL.

Ananias afirmou que continua empenhado em manter a união do partido. O PL, diz ele, tem como meta lançar um candidato próprio ao governo do Estado em 2026, mesmo com Bolsonaro já tendo manifestado sua preferência. Ele disse que essa também é a preferência de Valdemar. 

“Manter essa organização, manter que o partido continue homogêneo e que tenha unicidade. Estamos buscando isso, vamos buscar”.

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