A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu uma nova fase de articulações políticas em Brasília, incluindo discussões sobre a implementação do fim da escala de trabalho 6×1, uma das principais bandeiras defendidas pelo petista durante a campanha presidencial.
A mudança foi aprovada pelo Congresso Nacional e promulgada em 16 de outubro, por meio da Emenda Constitucional nº 141/2026. A nova regra estabelece a substituição gradual da escala de seis dias de trabalho por um de descanso pelo modelo de cinco dias de trabalho e dois de folga, sem redução salarial.
Pelo cronograma previsto, a jornada máxima semanal será reduzida inicialmente de 44 para 42 horas, após dois meses da publicação da emenda. Posteriormente, o limite passará para 40 horas semanais, conforme o período de transição estabelecido na legislação.
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Com a vitória de Lula, partidos do Centrão que apoiaram Flávio Bolsonaro (PL) passaram a demonstrar disposição para negociar com o governo federal. A movimentação deve influenciar a formação da base parlamentar e as discussões sobre medidas econômicas e trabalhistas.
Embora a aproximação política possa abrir espaço para debates sobre a adaptação das empresas às novas regras, não há confirmação de que Lula pretenda revogar ou modificar a mudança constitucional.
Assim, o fim da escala 6×1 já está previsto na Constituição. O debate político passa a envolver principalmente a implementação das novas jornadas, as condições de adaptação dos setores econômicos e eventuais medidas complementares.