O prefeito de Sinop, Roberto Dorner (PL), preferiu manter o silêncio ao ser questionado sobre qual candidato apoiará para o Governo de Mato Grosso nas eleições de 2026. Diante do impasse entre o senador Wellington Fagundes, seu correligionário no PL, e o governador Otaviano Pivetta (Republicanos), o gestor da “Capital do Nortão” evitou firmar compromissos.
“Agora não vou responder. Desculpa, eu tô ainda com convênio para assinar e eu não vou falar nada”, declarou.
A indefinição de Dorner amplia a preocupação interna no PL, onde Wellington Fagundes enfrenta forte resistência e vê lideranças da própria sigla demonstrarem simpatia pelo projeto de Pivetta.
O cenário de divisão se repete em outras cidades importantes. Em Cuiabá, o prefeito Abilio Brunini (PL) afirmou que pretende pedir votos para ambos os candidatos. Já em Várzea Grande, a prefeita Flávio Moretti (PL) admitiu apreço por Pivetta, embora afirme que respeitará a decisão partidária.
O prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), tem demonstrado alinhamento direto com o atual governador.
Em declarações recentes, o próprio Otaviano Pivetta confirmou que já conta com o apoio de prefeitos do PL e previu a adesão de mais gestores da legenda à sua candidatura.
A relação de Roberto Dorner com o PL é marcada por tensões desde sua filiação, às vésperas da eleição de 2024, quando deixou o Republicanos de Pivetta para ingressar na sigla liberal e disputar a reeleição em Sinop.
A manobra causou revolta em correligionários e provocou a saída de Mirtes Grotta, que era a aposta original do partido no Nortão e acabou migrando para o Novo.
Na época, o ex-presidente Jair Bolsonaro chegou a expor o racha interno ao desfilar em carro aberto ao lado de Mirtes durante sua visita à cidade de Sinop, ignorando Dorner.
Bolsonaro justificou o gesto afirmando que, embora não tivesse fechado portas no PL, possuía um apreço pessoal maior pelo nome de Mirtes. Mesmo com o apoio do “Capitão”, Mirtes foi derrotada e Dorner reeleito.


