A vice-governadora eleita Gisela Simona (União) rejeitou a avaliação de que sua nomeação como assessora da Casa Civil representaria desprestígio na gestão do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
Gisela foi eleita vice na chapa de Pivetta no último dia 4 de outubro. Nesta quinta-feira (15), passou a ocupar o cargo de assessora especial I na Casa Civil do Estado.
Segundo ela, o cargo resolve uma necessidade burocrática para que possa participar da transição de governo, já que é servidora concursada do Procon (Programa de Proteção e Defesa do Consumidor) e só assumirá a vice-governadoria com a posse, em 1º de janeiro de 2027.
“Está todo mundo achando que isso é ruim, que é algo de desprestígio, mas não é. Pelo contrário. É algo que é muito positivo pra mim”, afirmou ao MidiaNews.
Ao rebater as críticas, Gisela argumentou que, sem a nomeação, teria que cumprir expediente no Procon, o que dificultaria sua participação na transição de governo.
“É desconhecimento da máquina pública isso. Preferiam eu ficar lá no Procon, fazendo atendimento, ou eu participar da transição de um governo que eu sou parte dele?”, questionou.
“Eu precisava dessa liberdade burocrática pra poder agir com os atos de governo que eu vou fazer daqui pra frente. Hoje foi um dia intenso, conversamos com prefeitos, com secretários. A gente tá ajudando a máquina a rodar”, afirmou.
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A transição
Gisela irá integrar o grupo de transição da gestão Pivetta, mas não detalhou qual função exercerá na equipe. Segundo ela, o governador deve nomear a comissão completa nos próximos dias.
O trabalho fará um “pente fino” na gestão e terá como prioridade levantar dados das secretarias e identificar programas que não atingem as metas, além de possíveis dificuldades financeiras, de pessoal e de estrutura.
“Quando a gente faz uma transição, a gente quer saber principalmente o que não funciona”, afirmou. “É poder ter claramente todos os gargalos, esse raio-x do Estado, para a gente poder avançar”, disse.
Para Gisela, o levantamento também permitirá que Pivetta imprima sua identidade à administração estadual, com mudanças que considerar necessárias.
“Uma coisa é você estar numa função, como o Pivetta estava de vice, e agora ele é o mandatário. Ele vai poder deixar o governo com a cara dele”, afirmou.