O deputado federal Juarez Costa (MDB) ainda não definiu se permanecerá no partido ou se aceitará convites de outras siglas para disputar a reeleição em 2026. O parlamentar disse que aguarda até março, quando se abre a janela partidária, para avaliar a viabilidade das chapas proporcionais e decidir o futuro político.
“Eu tenho que esperar até março, que é a janela, saber se o meu partido consegue montar uma chapa, porque eu me dou muito bem com o MDB. O Republicanos realmente me convidou para ir para lá e a gente está aguardando chapa. Interessa chapa. Está aí o resultado da Rosa Neide (PT): 126 mil votos e infelizmente não entrou. O que foi? Chapa. Então eu preciso de chapa”, afirmou.
Juarez confirmou ter recebido convites de três partidos: Republicanos, PP e Podemos. “Quem me ligou foi o Cidinho, do PP; o Max me convidou para o Podemos; e o Pivetta me convidou para o Republicanos. Então são esses partidos que me convidaram. A gente está aguardando para ver até março se realmente alguns desses partidos vão ter chapa boa para disputar”, disse.
O deputado destacou que o cálculo eleitoral será decisivo para definir a permanência ou não no MDB. “A Janaina [Riva] está trabalhando alguns nomes, mas a gente não sabe se o Emanuelzinho realmente vai para o PSD, que é o que se fala. O Valtenir se filiou ao PSD. Então são coisas que a gente está aguardando para resolver lá na frente”, pontuou.
Emanuelzinho, colega de partido e também deputado federal, pode seguir o pai, o ex-prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro, e se filiar ao PSD, do ministro da Agricultura Carlos Fávaro. Juarez evitou comentar diretamente a movimentação do correligionário, mas afirmou que ambos precisam avaliar as composições antes de decidir. “Se o Emanuelzinho ficar, o partido fica forte. Ele também tem que olhar a chapa dele. É conta: são 219 mil votos pra fazer o primeiro”, afirmou.
Juarez também comentou sobre as dificuldades de disputar uma vaga na Câmara Federal, especialmente pela exigência de viagens constantes e o distanciamento familiar. “O pior é o mandato pra quem trabalha. Eu fiz 17 municípios na semana passada, fui pra Brasília e já estou voltando pra outros. Família, você só vê duas semanas depois. Ser federal é difícil, muita gente não quer, porque é essa ida e vinda”, relatou.
Segundo o deputado, a formação de chapas proporcionais é hoje o principal obstáculo para o avanço de candidaturas, mesmo após a rejeição da proposta que aumentaria o número de cadeiras na Câmara.
Para 2026, Juarez avalia não apenas o cenário eleitoral, mas também as alianças regionais. Caso migre para outro partido, o deputado pode abrir caminho mais tranquilo para apoiar o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que trabalha pela sucessão de Mauro Mendes (União).