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Lula sofre derrota no Senado e ao menos 16 candidatos apoiados pelo presidente não se elegem

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sofreu um revés na disputa pelo Senado Federal nas eleições deste domingo (4). Ao menos 16 candidatos apoiados pelo petista não conseguiram se eleger, entre eles ex-ministros que deixaram o governo para disputar as eleições.

Em 2026, estão em disputa 54 das 81 cadeiras do Senado, o equivalente a dois terços da Casa. Cada estado e o Distrito Federal elegem dois representantes para mandatos de oito anos.

A composição do Senado era tratada como estratégica pelo governo durante a campanha. Em março, integrantes do primeiro escalão deixaram seus cargos para concorrer nas eleições e ampliar a presença de aliados no Congresso.

Entre eles estavam Celso Sabino (PDT), Gleisi Hoffmann (PT), Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede). Nenhum dos quatro conseguiu uma cadeira no Senado, segundo os resultados citados na apuração.

PL amplia espaço no Senado

Enquanto aliados de Lula sofreram derrotas em diferentes estados, o PL, partido do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, havia conquistado 19 vagas no Senado até a última atualização dos resultados citados.

A disputa pela composição da Casa ganhou importância durante a campanha também em razão das atribuições constitucionais dos senadores, entre elas a análise de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

O tema foi explorado principalmente por candidatos ligados ao bolsonarismo, que fizeram críticas à atuação do Supremo e defenderam maior pressão do Senado sobre integrantes da Corte.

Aliados da oposição fazem dobradinhas

Em diferentes estados, candidatos identificados com a oposição conquistaram as duas cadeiras disponíveis.

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No Rio Grande do Sul, foram eleitos Marcel van Hattem (Novo) e Sanderson (PL). Em Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL) e Carol de Toni (PL) conquistaram as vagas.

No Paraná, os eleitos foram Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo). No Rio de Janeiro, Carlos Portinho (PL) e Carlos Jordy (PL) venceram a disputa.

No Distrito Federal, as duas cadeiras ficaram com Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL).

Em São Paulo, Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) foram eleitos, enquanto as ex-ministras Simone Tebet e Marina Silva ficaram fora do Senado.

Lula buscava ampliar base

Durante a campanha, Lula manifestou preocupação com a formação de uma base de sustentação no Senado. O presidente argumentou que uma composição desfavorável poderia criar dificuldades para o governo ao longo do próximo mandato.

A preocupação se tornou ainda maior diante da duração dos mandatos dos senadores, que permanecem oito anos no cargo, diferentemente dos quatro anos de deputados federais.

Veja os candidatos apoiados por Lula que perderam

  • Acre: Jorge Viana (PT);
  • Distrito Federal: Leila do Vôlei (PDT) e Erika Kokay (PT);
  • Rio Grande do Sul: Manuela D’Ávila (PSOL) e Paulo Pimenta (PT);
  • Espírito Santo: Fabiano Contarato (PT);
  • Paraná: Gleisi Hoffmann (PT);
  • São Paulo: Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede);
  • Rio de Janeiro: Benedita da Silva (PT) e Pedro Paulo (PSOL);
  • Alagoas: Renan Calheiros (MDB);
  • Amapá: Randolfe Rodrigues (PT);
  • Pará: Celso Sabino (PDT);
  • Maranhão: Eliziane Gama (PT);
  • Tocantins: Paulo Mourão (PT).

Com a renovação de dois terços das cadeiras, a nova composição do Senado será determinante para a relação entre o próximo governo e o Congresso a partir de 2027.

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