A federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas (PP), decidiu apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A definição ocorreu nesta terça-feira (6), após reunião das executivas nacionais das duas legendas.
Segundo a senadora Tereza Cristina (PP-MS), a decisão foi tomada por unanimidade entre os dirigentes da federação e das executivas partidárias. Os presidentes nacionais do PP, Ciro Nogueira, e do União Brasil, Antonio Rueda, participaram das discussões.
A definição representa uma mudança em relação ao primeiro turno, quando a federação optou pela neutralidade na disputa presidencial. Antes mesmo da votação de domingo (4), dirigentes das duas siglas já discutiam qual posição seria adotada caso a eleição fosse para uma segunda rodada.
Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno na primeira colocação, com 56.104.268 votos, equivalentes a 47,03% dos votos válidos. Lula recebeu 53.876.617 votos, ou 45,16%, segundo dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Como nenhum dos candidatos alcançou a maioria absoluta dos votos válidos, os dois voltarão a se enfrentar nas urnas no dia 25 de outubro, quando será realizado o segundo turno.
A adesão da União Progressista ocorre em meio às movimentações dos candidatos para ampliar suas bases políticas e eleitorais nesta nova etapa da campanha. Flávio Bolsonaro vinha mantendo conversas com dirigentes do PP e do União Brasil em busca do apoio formal da federação.
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A posição nacional também amplia a lista de lideranças que declararam apoio ao candidato do PL após o primeiro turno.
Nesta terça-feira, o ex-governador de Goiás e ex-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) anunciou apoio a Flávio após encontro entre os dois em Goiás. Caiado terminou o primeiro turno na quinta colocação, com 2.605.148 votos, correspondentes a 2,18% dos votos válidos.
O ex-candidato Romeu Zema (Novo) também declarou apoio ao senador. Nesta segunda-feira (5), Zema anunciou publicamente que votará em Flávio Bolsonaro no segundo turno.
Já Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão), terceiro e quarto colocados na disputa presidencial, respectivamente, afirmaram que não apoiarão nenhum dos dois candidatos que avançaram para a etapa final.
Com o segundo turno marcado para 25 de outubro, as próximas semanas serão marcadas pela busca de Flávio Bolsonaro e Lula por alianças políticas e pelos votos dos eleitores que escolheram outros candidatos no primeiro turno.