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Ciclone bomba coloca 23 municípios de MT em alerta para ventos fortes e queda de temperatura

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A formação de um ciclone extratropical de forte intensidade sobre o Atlântico Sul deve provocar mudanças no tempo em diferentes regiões do país e poderá produzir reflexos em pelo menos 23 municípios de Mato Grosso.

O sistema começou a se organizar nesta quinta-feira (6), entre o norte da Argentina, o Uruguai e o litoral do Rio Grande do Sul. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as projeções indicam uma rápida queda da pressão atmosférica, condição conhecida como ciclogênese explosiva ou, popularmente, “ciclone bomba”.

Os efeitos mais severos são esperados na Região Sul, onde há risco de tempestades, descargas elétricas, granizo e rajadas intensas de vento. Em Mato Grosso, o ciclone não deve atuar diretamente, mas a frente fria e os corredores de vento associados ao sistema podem alcançar principalmente as regiões sul e sudoeste do estado.

A previsão do Inmet indica possibilidade de chuva no sul de Mato Grosso nesta quinta-feira. Para sexta-feira (7), há aviso de perigo potencial para vendaval nessa parte do estado. Nas demais regiões mato-grossenses, a tendência ainda é de tempo predominantemente seco e baixa umidade do ar.

Municípios que podem sentir os reflexos

Um levantamento divulgado nesta quinta-feira aponta que 23 municípios mato-grossenses estão na área que poderá sentir os efeitos das rajadas de vento e da posterior queda das temperaturas.

Confira as cidades:

Alto Araguaia, Alto Taquari, Araputanga, Barão de Melgaço, Cáceres, Conquista D’Oeste, Curvelândia, Figueirópolis D’Oeste, Glória D’Oeste, Indiavaí, Itiquira, Jauru, Lambari D’Oeste, Mirassol D’Oeste, Nossa Senhora do Livramento, Nova Lacerda, Poconé, Pontes e Lacerda, Porto Esperidião, Santo Antônio do Leverger, São José dos Quatro Marcos, Vale de São Domingos e Vila Bela da Santíssima Trindade.

A relação poderá sofrer alterações conforme a trajetória, a velocidade de deslocamento e a intensidade do sistema meteorológico.

Pressão pode chegar a 940 hectopascais

De acordo com o modelo meteorológico utilizado pelo Inmet, a pressão central do ciclone poderá cair para aproximadamente 967 hectopascais nesta sexta-feira e chegar perto de 941 hectopascais no sábado.

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A redução projetada é de aproximadamente 26 hectopascais em 24 horas, característica compatível com um processo de bombogênese. O sistema deverá atingir sua fase mais intensa no sábado, quando estará sobre o oceano, e depois se afastar gradualmente da costa sul-americana.

Apesar das projeções, o Inmet destaca que a classificação definitiva como ciclone bomba dependerá da confirmação da velocidade e da intensidade da queda da pressão atmosférica durante a evolução do fenômeno.

O que é um ciclone bomba?

O chamado ciclone bomba é um ciclone extratropical que apresenta uma intensificação muito rápida. O fenômeno acontece quando a pressão atmosférica no centro do sistema cai de forma acentuada em um curto intervalo.

Essa rápida redução da pressão fortalece a circulação dos ventos e pode favorecer a formação de tempestades severas, frentes de rajada, chuva intensa e queda de granizo.

No caso do sistema monitorado pelo Inmet, os ventos mais fortes devem ocorrer sobre o Oceano Atlântico, com rajadas que poderão superar os 100 km/h nas proximidades do centro do ciclone. No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, as rajadas poderão ultrapassar 60 km/h entre quinta-feira e sábado.

Massa de ar frio avança após passagem do sistema

Depois da passagem da frente fria, uma área de alta pressão deverá avançar sobre a Argentina e o Sul do Brasil, favorecendo a entrada de uma massa de ar frio.

A mudança deve derrubar as temperaturas inicialmente nos estados da Região Sul. Nos dias seguintes, o ar frio poderá alcançar áreas do Centro-Oeste e do Sudeste, provocando redução das temperaturas também em partes de Mato Grosso.

O Inmet recomenda que a população acompanhe os boletins meteorológicos e as atualizações dos avisos oficiais. Durante rajadas fortes, a orientação é evitar permanecer próximo a árvores, placas, coberturas frágeis e estruturas que possam ser derrubadas pelo vento.

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