O governo federal anunciou a prorrogação, por mais um mês, da subvenção de R$ 2,12 por litro de diesel. A medida foi confirmada pelo Ministério do Planejamento e Orçamento e terá impacto fiscal estimado em R$ 10,5 bilhões, aumentando a pressão sobre as contas públicas neste fim de ano.
Segundo a pasta, o benefício continuará sendo financiado com receitas extraordinárias provenientes da exploração de petróleo. A decisão mantém o apoio federal ao combustível, utilizado principalmente no transporte de cargas e em atividades produtivas.
A renovação ocorre após circularem no mercado rumores de que o subsídio seria encerrado depois da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), confirmada no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25).
Apesar da continuidade da medida, o governo mantém a meta de superávit fiscal de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB) para 2026. O compromisso exige que as receitas superem as despesas dentro dos critérios estabelecidos para o resultado primário.
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O custo adicional da subvenção representa um desafio para a equipe econômica, que precisará conciliar a manutenção do benefício com o cumprimento da meta fiscal.
O Ministério do Planejamento informou que a compensação financeira seguirá vinculada às receitas extraordinárias do setor petrolífero, sem anunciar alteração na meta estabelecida para o ano.
Com a prorrogação, o subsídio de R$ 2,12 por litro de diesel continuará em vigor por mais um mês. O governo ainda não informou, no comunicado apresentado, se haverá uma nova extensão do benefício após esse período.