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Conta de luz pode subir 9,4% em 2026 e aumento supera inflação, projeta Aneel

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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) elevou para 9,4% a projeção de efeito tarifário médio nas contas de luz em 2026.

O percentual aparece na terceira edição do boletim InfoTarifas deste ano e supera as projeções de inflação consideradas pela própria agência, de 4,4% para o IGP-M e 5% para o IPCA. Na prática, a estimativa para as tarifas de energia é quase o dobro da inflação oficial esperada para o ano.

A projeção também ficou acima da estimativa anterior da Aneel, que apontava alta média de 8,6%.

O que pressiona a conta de luz

Segundo o boletim, a maior pressão vem dos componentes financeiros incluídos nos processos tarifários, responsáveis por 4,7 pontos percentuais da projeção nacional.

Também contribuem para a alta:

  • encargos setoriais: 1,6 ponto percentual;
  • compra de energia: 1,1 ponto;
  • transmissão: 0,9 ponto;
  • custos de distribuição: 0,8 ponto.

A projeção já considera recursos usados para reduzir parte do impacto nas tarifas.

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Recursos reduzem impacto

A Aneel incluiu no cálculo cerca de R$ 5,2 bilhões provenientes da repactuação de obrigações pelo Uso de Bem Público (UBP) de usinas hidrelétricas.

Segundo a agência, esses recursos reduziram em aproximadamente 1,9 ponto percentual a projeção média nacional. Sem esse valor, a pressão sobre as tarifas seria maior. Parte dos recursos foi destinada às distribuidoras que atuam nas áreas da Sudam e da Sudene, com o objetivo de diminuir os impactos tarifários sobre consumidores do mercado regulado.

Reajustes variam pelo país

O percentual de aumento não será igual para todos os consumidores. Cada distribuidora passa por processos tarifários próprios.

De acordo com a Aneel, 16% do mercado atendido pelas distribuidoras está em áreas com efeito tarifário médio superior a 15%. Outros 10% estão em regiões onde o impacto varia entre 12% e 15%.

Na outra ponta, apenas 5% do mercado está em áreas com projeção inferior a 3%. Ao todo, 51 processos tarifários estão previstos para 2026, sendo 15 revisões tarifárias periódicas.

A Aneel também aponta que adiamentos de custos em algumas distribuidoras ajudaram a reduzir em 0,8 ponto percentual a projeção média nacional.

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