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Ovitrampas não são vasos: recipientes devem ser preservados para monitorar o Aedes aegypti em Sorriso

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Quem passa por uma ovitrampa pode facilmente pensar que se trata de um vaso de plantas. Em Sorriso, porém, esses recipientes têm uma função específica e importante no combate à dengue, zika e chikungunya: monitorar a presença e a reprodução do mosquito Aedes aegypti. Por isso, a orientação da Vigilância em Saúde Ambiental é clara: as ovitrampas não devem ser reutilizadas como vasos, nem receber plantas, flores ou qualquer outro tipo de material.

O alerta foi reforçado pela coordenadora de Vigilância em Saúde Ambiental, Claudete Damasceno, após a equipe identificar casos em que moradores utilizaram as armadilhas para cultivar flores. A prática interfere diretamente no trabalho de monitoramento, já que impede a coleta e a leitura das informações necessárias para identificar as regiões com maior concentração do mosquito.

Sorriso possui atualmente 567 ovitrampas espalhadas pela cidade. Os recipientes são utilizados para levantar dados sobre a reprodução do Aedes aegypti e, a partir dos resultados, orientar as equipes de saúde sobre os locais que precisam de maior atenção. Dessa forma, as ações de prevenção e controle podem ser direcionadas de maneira mais eficiente.

“Pedimos aos moradores que não usem o recipiente para ornamentar e plantar flores. A função dele é coletar dados que norteiam os pontos com maior índice de Aedes aegypti”, explica Claudete.

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Segundo a coordenadora, as informações coletadas permitem identificar onde o mosquito está se reproduzindo com maior intensidade e ajudam a definir as estratégias de atuação. “A partir desses números, conseguimos direcionar melhor nossas equipes, intensificar as ações nos bairros mais críticos e orientar a população sobre a importância de eliminar qualquer foco de água parada”, destaca.

Os recipientes possuem identificação sobre sua finalidade, inclusive com tarja orientando a população a não mexer. Por isso, a recomendação é que as ovitrampas permaneçam exatamente como foram instaladas, sem serem retiradas, alteradas ou transformadas em vasos.

A Secretaria Municipal de Saúde também reforça que o combate ao Aedes aegypti depende da participação de toda a comunidade. Além de preservar as ovitrampas, os moradores devem manter os quintais limpos, eliminar recipientes que possam acumular água e permitir o acesso dos agentes de saúde. O “vasinho” não é para plantar: ele é uma ferramenta de vigilância e precisa cumprir sua função.

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